HISTÓRIA, QUADRO-A-QUADRO...


Cotidiano do aluno vs. Educação Matemática:
O cartum invade a sala de aula

por Adriano Beluco

 Publicado em http://www.somatematica.com.br/artigos/a2/

Este artigo pretende evidenciar as potencialidades da exploração de fatores do cotidiano do aluno na sala de aula. A partir dos meios de comunicação de massa, mais especificamente os cartuns, é possível utilizar o argumento matemático para a formação da consciência crítica, priorizando não só a construção de conhecimento dos alunos, como também a formação da personalidade.

A educação matemática se preocupa, principalmente, em buscar novas formas de proporcionar aos alunos uma melhor compreensão da disciplina, seja através da história, da informática, ou mesmo da etnomatemática, citando apenas algumas abordagens.

Outra forma de construir uma educação matemática é partindo do cotidiano do aluno. Conhecendo a sua forma de pensar, sabendo o que lhe atrai a atenção quando não está na escola. Rosseau, citado por Abraão (1977) já advertia que ''...o educador deve conhecer a criança.''

Pesquisas feitas com alunos do ensino fundamental e médio mostraram que as atividades que lhes atraíam a atenção se resumiam à televisão (ganhando espaço com o advento da TV a cabo), vídeo-games, internet, leitura de jornais (seção de esportes, quadrinhos e entretenimento) e revistas. É interessante perceber que as preferências desses jovens, em grande parte, são constituídas por atividades ligadas aos meios de comunicação de massas, agentes que possuem o poder da mensagem (Beluco, 1998). E, por serem meios tão influentes, geram preocupações do ponto de vista pedagógico. Afinal, muitos artigos de jornais ou revistas têm base histórica ou geográfica, ou ainda, gráficos e tabelas que, se mal construídas, podem distorcer os fatos. Com freqüência, nos deparamos com cartuns que contêm argumentos de base histórica, social, geográfica e, até mesmo, matemática. Portanto, há um vasto universo a ser explorado em sala de aula.

Como não poderia deixar de ser, a minha atenção se voltou para esses cartuns que continham argumentos matemáticos, motivado pela minha experiência pessoal.

A seguir, utilizarei alguns para exemplificar. Logo abaixo podemos ver um exemplo de cartun, retirado de periódicos, cujo argumento está baseado na reprodução de coelhos. Não raro crianças do ensino fundamental se deparam com situações do cotidiano em que necessitam de um pré-conhecimento para a interpretação do que lhes é apresentado.

Dois fatos são importantes para a compreensão do cartun: primeiramente, conhecer a predisposição biológica dos coelhos para a reprodução e, em seguida, entender a forma de raciocínio para o cálculo estimado do número de coelhos, em função do tempo, a partir do cruzamento de um casal de coelhos e seus filhotes.

A preocupação principal, referente à utilização dos cartuns em sala de aula, é proveniente de um mecanismo básico de aprendizagem em relação aos meios de comunicação, denominado identificação projetiva. Ou seja, no momento em que a criança (ou mesmo) está lendo um cartum, está aprendendo os conceitos que foram utilizados para a sua construção, ao mesmo tempo em que está se divertindo.

Figura 1. Matemática Animal. Bound  e Gagged by Danna Summers. Copyright 1991. Cartoon extraído do site www.csun.edu/~hcmth014/comicfiles em 12/05/98.

 

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 01h41
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Observando o cartum mostrado na Figura 2, a primeira reação do leitor é a de um sorriso, pois o cartunista encontrou uma forma de associar a classificação de ângulos ao formato da cabeça de três personagens. Esta associação, por intermédio do processo de identificação projetiva, permitirá, por um longo tempo, que a criança lembre o que é um ângulo agudo, a partir do ângulo da cabeça da personagem.

Figura 2. Gramática Matemática. Frank and Ernest by Bob Thaves. Copyright 1994 by NEA Inc. Cartoon extraído do site www.csun.edu/~hcmth014/comicfiles em 12/05/98.
   

É importante frisar, no entanto, que a utilização deste elemento na sala de aula deve ser feita de forma eficiente e envolvente, sob o risco de não desperdiçar a potencialidade do mesmo.

Já na figura 3, algumas pessoas inserem o cartum, intitulado Matematicamente Derrotados, apenas para descontrair a turma de alunos e, em seguida, iniciam o trabalho tradicional sobre o conjunto dos números inteiros. Ao meu ver, é interessante e producente que o professor explore todos os elementos presentes no argumento do cartum.

Podemos verificar nesse exemplo que existem fatos relacionados com a Matemática e outros não, o que torna necessário compreender bem a relação entre eles, para tornar eficiente o entendimento da situação.

Figura 3. Matematicamente derrotados. Warped by Mike Cavna. Copyright 1991. Cartoon extraído do site www.csun.edu/~hcmth014/comicfiles em 12/05/98.
   

Portanto, podemos explorar a contradição de matemáticos da Grécia Antiga formarem uma equipe de baseball, quando esse esporte ainda não havia surgido (seria criado séculos depois!). Outro fato importante, responsável pelo argumento do cartum, é a representação dos números inteiros na numeração das camisas dos jogadores. O técnico da equipe compara seus atletas ao nada. Essa situação equivale a relacionar a posição dos números negativos em relação ao número zero, interpretado pelo cartunista como o nada. É interessante levar aos alunos essa discussão: a comparação entre números e a sua interpretação em determinada situação.

A diversão no momento da leitura, o aprendizado através do mecanismo de identificação projetiva e a discussão trazida para a sala de aula são fatores que constroem a consciência crítica dos jovens, fornecendo uma visão mais globalizada da sociedade, extremamente relevante para a formação da personalidade.

Existem diversas formas de trabalho utilizando os cartuns. Uma delas é dividida em três etapas bem definidas: localização contextual, na qual se promove a compreensão da situação apresentada e a problemática envolvida pelo argumento; a exploração matemática, onde se estuda o ponto de vista matemático; a formação da criatividade, em que o aluno, de posse do argumento matemático, pondera e opina sobre a situação.

A construção da consciência crítica do aluno, aliada ao conhecimento matemático responde, pelo menos em parte, à eterna questão: ''Onde eu vou usar isso?'', ouvida constantemente.

 

Referências Bibliográficas

ABRAHÃO, azis. Pedagogia e quadrinhos. In: MOYA, Álvaro de . Shazam . São Paulo: Perspectiva, 1977.

BELUCO, Adriano. Educação matemática x meios de comunicação: existe matemática nos cartoons? Boletin da Sociedade Brasileira de Educação Matemática RS. Ano 8, No 3, Novembro 1998.

CIRNE, Moaci. A linguagem dos quadrinhos. Rio de Janeiro: Vozes, 1971.

COHEN, Haron e KLAWA, Laonte. Os quadrinhos e a comunicação de massa. In:MOYA, Álvaro de. Shazam. São Paulo: Perspectiva, 1977.

D'AMBROSIO, Ubiratan. Educação matemática: da teoria à prática. Campinas, SP: Papirus,1997.

________. Da realidade à ação: reflexões sobre educação e matemática. Campinas, SP: Summus, 1986.


Adriano Beluco - Mestrando em sensoriamento Remoto na UFRGS, Professor Substituto do Instituto de Matemática da UFRGS.

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 01h40
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Histórias em quadrinhos e ensino: uma dupla cada vez mais dinâmica

 

"For Better or For Worse", de Lynn Johnston

 

 

Por Waldomiro Vergueiro *

Publicado em : http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/espiral/papiro20a.htm

 

Como um meio de comunicação de massa de grande penetração popular, com tiragens de milhares e, às vezes, até mesmo milhões de exemplares, histórias em quadrinhos sobre os mais variados temas e nos mais variados veículos são avidamente consumidas por um público fiel e sempre ansioso por novidades. Mesmo o aparecimento e a concorrência de outros meios não impediram que elas, neste início de século, continuassem a atrair um público considerável.

A popularidade dos quadrinhos, por outro lado, também gerou uma espécie de “desconfiança” quanto aos benefícios que elas trazem a seus leitores. Como um meio de comunicação de vasto consumo e com conteúdo majoritariamente direcionado a crianças e jovens, eles cedo se tornaram objeto de restrição, condenados por pais e professores, que tinham dificuldade para acreditar que eles pudessem, devido a seus objetivos comerciais, contribuir para o aprimoramento cultural e moral de jovens leitores ou representar elemento de reforço ao processo educativo. Por este motivo, a entrada dos quadrinhos em sala de aula encontrou severas restrições. Felizmente, aos poucos, esse banimento foi revertido, ainda que isso tenha representado uma longa e árdua jornada.

O desenvolvimento das ciências da comunicação e dos estudos culturais fez com que se passasse a olhar de outra maneira todos os meios de comunicação de massa e seu impacto na sociedade. As histórias em quadrinhos não foram uma exceção nesse sentido. Nesse processo, o “redescobrimento” dos quadrinhos fez com que muitas das barreiras ou acusações contra eles fossem derrubadas ficando mais fácil a eles serem encarados em sua especificidade narrativa e ótica própria, o que também favoreceu as práticas pedagógicas.

Ainda que a percepção de que as histórias em quadrinhos podem ser utilizadas para a transmissão de conhecimentos específicos já seja corrente no meio quadrinhístico desde muito antes de seu “descobrimento” pelos estudiosos da comunicação, a sua inclusão em materiais didáticos começou de forma tímida, para ilustrar aspectos específicos das matérias que antes vinham explicados pelo texto escrito. No início, em quantidade bastante restrita - pois se temia que pudessem ser objeto de resistência por parte das escolas – aos poucos alguns autores passaram a incluí-los com mais freqüência em suas obras, ampliando sua penetração no ambiente escolar. Ainda que nem sempre essa apropriação da linguagem tenha ocorrido de maneira adequada, a proliferação de iniciativas certamente contribuiu para refinar o processo, resultando em produtos mais satisfatórios. Hoje em dia livros didáticos, em praticamente todas as áreas, fazem farta utilização dos quadrinhos para transmissão de conteúdo, abrindo caminho para sua utilização em ambiente didático, tanto como elementos para tornar mais agradáveis as aulas, como, também, para transmissão de conteúdos e discussão de temas específicos. Em muitos países, os próprios órgãos oficiais de educação reconheceram a importância da inserção dos em quadrinhos no currículo escolar, desenvolvendo orientações específicas para isso (no Brasil isso ocorreu na LDB, Lei de Diretrizes e Bases, e nos PCN Parâmetros Curriculares Nacionais).

 

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 11h07
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Os Flintstones, de Hanna-Barbera



Foi um reconhecimento atrasado, mas nem por isso menos apreciado. De fato, existem vários motivos que levam os quadrinhos a terem bom desempenho nas sala de aula, destacando-se:

A atração dos estudantes pelos quadrinhos – há várias décadas eles fazem parte do cotidiano de crianças e jovens e, assim, sua inclusão não é objeto de qualquer tipo de rejeição por parte dos estudantes, que os recebem de forma entusiasmada.

A conjunção de palavras e imagens representa uma forma mais eficiente de ensino, ampliando a compreensão de conceitos de uma forma que qualquer um dos códigos, isoladamente, teria dificuldades para atingir.

O alto nível de informação dos quadrinhos – as publicações de quadrinhos versam sobre os mais diferentes temas e são aplicáveis em qualquer área. Mesmo o mais comum dos quadrinhos - como as histórias de super-heróis, por exemplo - oferece um variado leque de informações passíveis de serem discutidas por professores e alunos.

O enriquecimento da comunicação pelas histórias em quadrinhos – a inclusão dos quadrinhos possibilita ao estudante a ampliação de seu leque de comunicação, incorporando a linguagem gráfica às linguagens oral e escrita, que normalmente utiliza.

Auxilio no desenvolvimento do hábito de leitura, permitindo que os estudantes, pela leitura de quadrinhos, se abram para os benefícios da leitura em geral, encontrando menor dificuldade para concentrar-se no estudo.

Ampliação de vocabulário – na medida em que tratam de assuntos variados, os quadrinhos sempre introduzem palavras novas aos estudantes, cujo vocabulário se amplia quase que de forma despercebida.

Caráter elíptico da linguagem quadrinhística, que leva os leitores a complementar em sua mente os momentos que não foram expressos graficamente, desta forma desenvolvendo o pensamento lógico.

Caráter globalizador dos quadrinhos, que permite a compreensão por qualquer estudante, sem necessidade de conhecimentos anteriores ou familiaridade com o tema, por antecedentes culturais, étnicos, lingüísticos ou sociais.

Utilização em qualquer nível escolar e com qualquer tema – não existe qualquer barreira para o aproveitamento das histórias em quadrinhos nos anos escolares iniciais e tampouco para sua utilização em séries mais avançadas.

Todos os pontos acima mencionados levaram, ainda que tardiamente, ao aproveitamento das histórias em quadrinhos no ensino. Outros poderiam ser apontados, mas, mais do que lista-los, basta apenas salientar a grande vantagem que os quadrinhos têm sobre outras mídias: sua acessibilidade e baixo custo. Mesmo neste momento, início do século 21, quando a indústria dos quadrinhos está muito longe das tiragens astronômicas que atingiu no seu período de maior popularidade, pode-se dizer que sua disponibilidade é um fator ainda incontestável, fazendo de sua aplicação em ambiente didático uma possibilidade viável e proveitosa para alunos e professores.

 
  • Waldomiro Vergueiro é coordenador de cursos do Núcleo José Reis da ECA/USP. Em outubro de 2004 lança, pela editora Contexto, o livro Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula, organizado em parceria com Angela Rama.

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 11h06
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História em Quadrinhos: Leitura ao Alcance de Todose de hoje

Por

Alda Tenório Coelho Andrade Godoi

 

Maria Lúcia Nery Dutra de Castro

 

Sonia Regina Casselhas Vosgrau

 

Tereza Cristina O. Nonatto de Carvalho

 

Valéria dos Santos Gouveia Martins

 

Aparecido Donisete Alves

 

Publicado em

http://www.snbu2006.ufba.br/soac/viewpaper.php?id=315

 

Donald Duck, de Walt Disney

RESUMO

As bibliotecas universitárias são unidades de informação, inseridas num contexto de produção e difusão do conhecimento, retratando os conteúdos temáticos através de seus acervos bibliográficos. Histórias em Quadrinhos deixaram de ser vistas apenas como objeto de lazer, para se transformar em material de estudo e investigação por parte de pesquisadores. Pretende-se com o presente trabalho, enfocar a documentação em H.Q, projeto que se encontra em desenvolvimento na Biblioteca Central Cesar Lattes/UNICAMP, no que se refere à seleção, organização, tratamento da informação, disseminação e preservação desses materiais. A metodologia utilizada para o desenvolvimento do trabalho tem se pautado principalmente em pesquisas e visitas técnicas, haja visto a especificidade da coleção. Como resultado, o trabalho propõe que a coleção de HQ seja uma fonte de pesquisa, estimulando a comunidade usuária a investigar através do resgate de aspectos históricos, das artes gráficas e da literatura, fazendo da coleção uma ferramenta educacional, além de trazer novos desafios para os profissionais que necessitem conhecer suas características específicas e aprofundar seus conhecimentos na área

.

PALAVRAS-CHAVE: História em quadrinhos. Histórias infanto-juvenis. Literatura infanto-juvenil; Humorismo. Comunicação de massa na educação. Arte na literatura. Comunicação.

 

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 11h02
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1. INTRODUÇÃO

 

Embora de grande interesse do público infanto-juvenil e até mesmo das demais faixas de idade as publicações da modalidade História em QuadrinhosH.Q, durante muito tempo foram consideradas de segunda categoria, sobretudo pelas parcelas mais influentes da nossa sociedade. A trajetória das Histórias em Quadrinhos no Brasil demonstra que poucas iniciativas existiam no sentido de preservá-las adequadamente e dar-lhes o devido tratamento técnico. Todavia, tal situação vem se modificando, e essas publicações passaram a merecer atenção especial inclusive, de algumas Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior, criando assim as gibitecas.

 

2. Apresentação SBU/BCCL

 

Pafúncio e Marocas (Bringing Up, Father), de George McManus

 

As Bibliotecas Universitárias são unidades de informação, inseridas num contexto de produção e difusão do conhecimento, que é o recurso-chave para o desenvolvimento de qualquer nação. O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP – SBU enquanto Coordenador Técnico atua em conjunto com as Bibliotecas Seccionais, Institutos, Colégios Técnicos, Centros e Núcleos, como uma das fontes de referência e provedora de informações para os cursos de graduação, pós-graduação e extensão da Universidade, atendendo diretamente a toda comunidade acadêmica e científica interna, regional, brasileira e internacional bem como a comunidade em geral. Por sua característica sistêmica, apresenta em sua estrutura organizacional, áreas de suporte meio, como: Diretoria Associada; Assessoria de Planejamento; Câmara Setorial de Acompanhamento de Recursos Humanos; Gestão de Recursos; Tratamento da Informação; Tecnologia da Informação; Projetos Especiais; Difusão da Informação; Coleções Especiais e Obras Raras e Biblioteca da Área da Engenharia, única Biblioteca de Área da Universidade contemplando as Engenharias: Agrícola, Civil, Elétrica, Mecânica, Química e Centro de Tecnologia. A Biblioteca Central é constituída por duas Diretorias: a Diretoria de Difusão da Informação e a Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras. A Biblioteca Central Cesar Lattes (BCCL) possui um acervo de 99.844 monografias, 1231 títulos de periódicos e atende a uma comunidade de 2.969 usuários inscritos, tendo efetuado a circulação de 183.990 materiais, abrangendo as seguintes áreas: Artes e Humanidades, Biomédicas, Exatas, Gerais e Tecnológicas.

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 11h02
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2.1 Coleção HQ na BCCL

 

A área de Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Central reúne acervos de personalidades atuantes da vida acadêmica brasileira, que foram doadas

e/ou adquiridas pela UNICAMP. Tem como objetivos: identificar, reunir, processar, preservar, restaurar, disponibilizar e divulgar os acervos, dar suporte à pesquisa local e/ou, à distância. Esta coleção compreende exemplares do final da década de 1950 até 1995, totalizando 160 coleções, como: MAD, Batman, Fantasma, tendo alguns exemplares raros: o número 01 (um) do Tio Patinhas, Pato Donald, Mônica, edições históricas de Flash Gordon, Mandrake, edições do Príncipe Valente, Tarzan, entre outras. Segundo Quaglia Jr., esta coleção teve início durante o seu primeiro ano primário por uma dificuldade, no aprendizado. “Tirava notas muito baixas no colégio e uma professora sugeriu que comprasse gibis e lesse em voz alta, todos os dias em casa”. Durante uma entrevista concedida ao Jornal Correio Popular, Quaglia Jr., afirmou que utilizou muitas vezes de suas revistas em quadrinhos para formular trabalhos na Universidade: “Os gibis são documentos históricos. Eles refletem as épocas, os avanços tecnológicos, como o aparecimento do telefone, por exemplo. Há cinqüenta anos, a linguagem utilizada nos gibis nacionais preservava o português correto. Hoje se usa o coloquial, abusando das gírias. Além de ajudar-me a ler, os gibis despertaram em mim o gosto pela literatura; deram-me agilidade de raciocínio.”

 

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 11h01
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3. JUSTIFICATIVA

 

Para o desenvolvimento da escrita afirma Bim (2001 p.15), é necessária uma prática constante da leitura de gêneros diversos o que proporciona ao aluno, o

estabelecimento de relações entre os textos que lê e outros textos já lidos. As H.Q são um desses gêneros que satisfazem a necessidade de leitura, mesmo para

alunos que ainda não aprenderam a ler convenientemente, pois tem como característica básica, comunicar uma mensagem de forma rápida e eficiente e, por

serem atraentes, tornam a leitura cativante e prazerosa. Anselmo (1975, p. 33) conceitua: “A história em quadrinhos é uma espécie de leitura dinâmica

para a criança que muitas vezes aprende a ler nela. É uma forma rápida e sintética de apreensão das coisas, do mesmo modo que a televisão” Com sua força e ímpeto de comunicação as Histórias em quadrinhos são formadas por dois componentes ou códigos – signos gráficos: a imagem e a

linguagem escrita, duas artes diferentes – literatura e desenho. Como qualquer outra narrativa, essas histórias têm como elementos: personagens, tempo, espaço e ação, contadas através das imagens e palavras.Segundo Moore (1999, p.5), o leitor dos quadrinhos, para entender a história, precisa utilizar de suas habilidades interpretativas, tanto visuais quanto verbais. Por outro lado, para contar uma história, o autor das H.Q utiliza-se tanto de imagens quanto de palavras, compondo assim um fluxo contínuo das experiências que estão sendo narradas. No entanto, esse fluxo é apresentado ao leitor, dividido em segmentos seqüenciados - os quadrinhos. Essa combinação entre as imagens e palavras também contem um efeito biológico, já que o cérebro humano é dividido entre metades: direita – pré-verbal que trabalha com o subconsciente e com as imagens e esquerda - verbal, racional, que trabalha com a linguagem. Portanto, as

Histórias em quadrinhos como um meio de comunicação, fazem com que o leitor use os dois lados do cérebro ao mesmo tempo, proporcionando uma experiência no mínimo sadia para quem os lê.

 

 

Blondie, de Chic Young  (KFS)

 

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 11h00
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Além de Herói, um bom Professor

Publicado em Nova Escola (Fundação Victor Civita), novembro de 1997,

em

http://novaescola.abril.com.br/ed/107_nov97/html/historia.htm 

© Fundação Victor Civita 2000

Asterix, de Goscinny e Uderzo

Os quadrinhos de Asterix retratam com humor o cotidiano do Império Romano e despertam o interesse dos alunos para o estudo dessa época

Asterix e sua turma, que divertem milhões de leitores de vários países há 38 anos, podem ser ótimos auxiliares nas aulas de História. “Com eles, dá para tratar do cotidiano dos povos da Antigüidade”, diz Ricardo Dreguer, professor do Colégio Logos, da rede particular paulistana.

As aventuras do personagem misturam ficção com história. Elas se passam no ano 50 a.C., numa aldeia da Gália (a atual França), onde Asterix vive. Cheias de ironia contra o poder de Roma, ajudam os alunos a questionar inclusive a própria palavra “bárbaro”, termo usado pelos romanos para identificar os estrangeiros. “Os quadrinhos mostram povos que defendem sua cultura com unhas e dentes”, diz o professor Raymundo Campos, do colégio particular Equipe, de São Paulo. Ele recomenda seu uso da quinta série à primeira série do segundo grau. “Antes disso, quase não se estuda Roma”, diz. “E séries mais avançadas acham Asterix ingênuo.”

A política do pão e circo, que instituía a diversão como anestesia para o povo, e a magia cultivada pelos bárbaros são outros assuntos que brotam dos quadrinhos.

O trabalho começa e termina em quadrinhos
O principal objetivo das duas professoras do Nossa Senhora das Graças é mostrar que, em vários momentos históricos, culturas diferentes entram em conflito. Para isso, elas montaram um projeto que tem várias fases. Acompanhe o passo-a-passo dele.

Nesta cena, escravos chegam à floresta para erguer o condomínio: alunos descobrem que a escravidão não se limita aos africanos

1. Tudo começa com a leitura dos quadrinhos, feita em etapas, na
própria classe, durante nove aulas de uma hora. “A cada trecho lido,
os alunos levantam suas dúvidas
e fazem debates”, conta Andréa.

2. No final de cada discussão, a professora dá à turma uma lista de perguntas para compreensão da leitura.

3. Terminada essa fase, os alunos recebem uma coletânea de textos didáticos que tratam do tema escravidão na Antigüidade e no Brasil colonial. “Eles relacionam esses textos com o que viram na história de Asterix”, diz Andréa. “Descobrem, por exemplo, que os escravos romanos vinham dos territórios que Roma conquistava”, conta. “E se espantam por constatar que nem só os africanos foram escravizados.”

4. Para concluir, a classe é dividida em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo tem quinze dias para montar uma história em quadrinhos, que deve incluir os temas “escravidão” e “encontro de culturas”. Esse trabalho é usado para uma avaliação conjunta de História Geral e de História do Brasil. Primeiro, os grupos montam um roteiro com a época e o lugar onde a história se passa. “Tanto faz se os quadrinhos tiverem como cenário o Império Romano, o Egito ou o Brasil colonial”, diz Conceição. “O importante é que mostrem o domínio de um povo sobre outro.” Os alunos consultam livros didáticos e enciclopédias, em busca de referências para desenhar o cenário e os personagens de seus quadrinhos.

Dicas para utilizar asterix em sua classe

A coleção de álbuns de Asterix oferece um mundo de oportunidades para o professor. Para aproveitá-lo, leia as histórias e veja qual se adapta melhor às suas aulas. Observe outras dicas.

  • Deixe sempre claro o que é pura criação dos autores e o que é referência a algum fato real. A mistura de ficção com história pode confundir os alunos. “Mostre para a turma como os quadrinhos introduzem elementos do século XX na sociedade romana de uma forma escancarada”, aconselha
    o professor Ricardo Dreguer.
  • Os quadrinhos de Asterix não devem ser a única leitura para estudar a civilização romana. Além deles, você deve utilizar em seu projeto de trabalho livros de referência e enciclopédias.
  • Nas histórias do herói gaulês, fica evidente o contraste entre Roma, rica, organizada e poderosa, e a aldeia dos gauleses, pobre e com uma cultura baseada na magia. O professor deve apresentar essas diferenças sem juízo de valor. “Não se deve trabalhar o Asterix para dizer que os romanos eram o modelo ideal e que os bárbaros eram incultos”, diz Dreguer.

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 10h59
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Quadros de ontem e de hoje
Por Ruy Jobim Neto

publicado no site www.bigorna.net
31/08/2005

  Nair de Teffé, a Rian

 

Maria Cristina Merlo defendeu sua tese na USP, ganhou nota 10 com louvor, virou mestra, e no ano seguinte, em 2004, abocanhou o HQ Mix por sua pesquisa de três anos em cima da revista centenária O Tico-Tico. Ufa! Foi mesmo uma aventura engendrada pela pesquisadora, que ficou encantada pelo material, quando se defrontou com ele na Biblioteca do Prof. José Mindlin.
 
Uma das histórias por trás dessa pesquisa gigantesca envolve o criador do Menino Maluquinho. Ziraldo, como último sobrevivente de uma entrevista com Loureiro, também último remanescente da época áurea da revista, foi praticamente um anjo da guarda, no Rio de Janeiro.
 
Conhecedora do Centro do Rio por ter morado lá algum tempo, Maria Cristina retorna à Cidade Maravilhosa não como turista, mas como alguém que foi atrás de uma dica que lhe foi passada por outro anjo da guarda, de Campinas – há uma gravação, nos arquivos do MIS carioca, com Ziraldo (ainda bem moço), o cartunista Álvarus e o poeta Carlos Drummond de Andrade. Todos entrevistando o Loureiro, o último desenhista de Chiquinho e Jagunço, o garoto e o cachorro que simbolizavam O Tico-Tico.

    Rian e uma caricatura sua
 

 

A revista surgiu em 1905, numa quarta-feira histórica, a 11 de outubro. Muito antes das 11 da manhã daquele dia o exemplar de O Tico-Tico desaparecera completamente das bancas de jornal, no Rio de Janeiro. Sucesso imediato. Pois bem, a revista abarcou artistas como o legendário Angelo Agostini, e nomes como J. Carlos, Seth, Alfredo Storni, Max Yantok, Luis Sá e tantos outros. A revista durou até 1962, e nunca falhou uma única quarta-feira, nos áureos dias, para alegria da petizada.
 
Pois bem, quando Maria Cristina se defrontou com a recepção do MIS, uma decepção: ela simplesmente não poderia, nem mesmo como pesquisadora da USP, uma mestranda, ter acesso aos documentos, à fita com a entrevista. A única condição para que alguém tivesse acesso ao material seria ter autorização de uma pessoa que tivesse participado do mesmo. Um absurdo! Imaginem, pasmem! E se todos já tivessem falecido? Bom, por sorte, havia ainda alguém: Ziraldo.
 
Maria Cristina pegou o telefone do estúdio do cartunista e falou diretamente com ele. Ziraldo disse: “Você está aqui, no Rio?”. Quando ela afirmou, ele continua: “Então vem pra cá agora, que eu te faço uma carta de autorização”.
 
Chegando lá, Maria Cristina viu a seguinte cena – Ziraldo não só lhe entregou uma carta por ele escrita (e que se encontra, como homenagem, nos anexos da tese dela), como também telefonou para o MIS e disse: “Olha, aqui é o Ziraldo quem fala e vai aí a pesquisadora Maria Cristina Merlo e ela tá precisando de um material, ela tá levando uma autorização minha, e eu gostaria que você liberasse o material para ela”.
 
A tese se chama O Tico-Tico – Um Marco das Histórias-em-Quadrinhos no Brasil, e foi defendida na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, em setembro de 2003. Na banca examinadora estavam o orientador, Prof. Antonio Luiz Cagnin, e os examinadores convidados, os professores Marcelo Tassara e Sonia Maria Bibe Luyten. Foi uma tarde e tanto, aquela, entre cafezinhos e petiscos, e Maria Cristina trazia à vida, oficialmente, um dos mais importantes relatos sobre quadrinhos de que se tem notícia. Falta agora uma editora se aperceber disso e editar a obra antes que feche o ano.

Contato: e-mail historia.quadroaquadro@bol.com.br



Escrito por Ruy Jobim Neto às 18h37
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A Celtic Gaul named Asterix

publicado em http://heim.ifi.uio.no

The difference between the cultured person and the non-cultured person is that the cultured person only picks her nose when nobody can see. The cultured person don't read comics when others see either of course. The only exception is that one can dare being seen with is Asterix

With its rich gallery of characters, its excellent gags, and deliberate repetitions for comic effect, like the feast in the last window, and the repeated sinking of the pirates, the comic has won the hearts of it's readers worldwide.

The comic started a bit slowly at the end of the 50ies and start of the 60ies. When the first album appeared in 1961, after running as a series in the weekly magazine Pilote, only 6000 copies were printed. Already the year after La Serpe d'or (Asterix and the Golden Sickle) the number of copies had increased to 20000. The big breakthrough came in 1965 when the Gauls visited Egypt to help Cleopatra, with the cute nose (incidentally this is the first time Obelix got to taste the magic strength potion). After that the number of copies always were above one million. Asterix became the most sold comic in France ever. To put this in perspective Asterix sold around 22 million copies in the years from 1961 to 1974, about the same as the 22 Tintin albums put together between 1946 and 1972.

Asterix was translated to many languages, including the Nordic ones. The apperance of the last few albums have gotten broad coverage in the prime time news program on the Norwegian public TV station. In Germany, which was somewhat unkindly caricatured as a warlike Preusian country with a taste for torture and intrigue in Astérix et les Goths (1963), the series was published by the big publisher Kauka in the 60ies. Rather freshly they made main characters the western Germanic Siggi and Barrabas, and the mentioned Gothic album was published in a translation that made the story a kind of a anti-communist crusade against the east Germans, the DDR behind the Berlin Wall of that time. Goscinny got this rape against his work stopped after a few albums.

Perhaps this shows exactly how French Asterix really is, and that not everything in it will always be appreciated outside France. It seems as if Asterix is firstly a French comic, and secondly a European comic, at least it has never been accepted in the homeland of comics USA, where it's been introduced several times. Maurice Horn's The World Encyclopedia of Comics states that ``There are a few good things in Asterix (the clever use of balloons, drawing which is clean and uncluttered, and some genuinely funny situations) but the basic plot is tiresome and Goscinny's endless stream of bad puns and chauvinistic asides make this quite unpleasant as a strip.''

Racism

In spite of Uderzo's great drawings and it's undesputable commercial success it was criticized even in France. Under the easily accessible surface of Asterix some say they can see that Asterix, and thus Goscinny, and later also Uderzo, is a nationalist, racist and ``progressive party'' member (akin to the politics of France's own Le Pen), woman hater, and exponent of de Gaulle's imperialism.

It seems that Cæsar is the exponent of de Gaulle, and the biggest racist in the little village is Senilix (Translators note: His Norwegian name. English: Geriatrix). But he seems more like a classic EU resistor than a racist. He dislikes everyone not from his own village, and as he puts it: ``You know me, I've got nothing against foreigners. Some of my best friends are foreigners. But these particular foreigners aren't from this village!''. The most chauvinistic nationalism in Asterix is presented by Obelix, the figure with the lowest IQ, when he constantly proclaims that the Romans, Britts, Goths and Egyptians are quite mad; He is the only person that's not mad. Other nations have their own mix of egotism and home love, like when the Spaniards claim that Romans (when beaten up) taste best at home in Spain...

Picture of Asterix and
Cæsar
Asterix meets Cæsar. The text given here is from the english edition of the album:
Cæsar: It seems to me that I know you, Gaul. Who are you?
Asterix: Obelix and Asterix!
Obelix First Legion, third Cohort and I don't recall the rest.

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 18h34
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Strengths of Comics in Education

publicado em www.humblecomics.com por Gene Yang

Intermediary. Comics can serve as an intermediate step to difficult disciplines and concepts. Many language arts educators have used comics in this manner with tremendous success. Karl Koenke (1981) suggests that comics can lead students towards the discipline of reading, especially those who don't enjoy reading or have a fear of failure. A study at the University of Pittsburgh supported this suggestion, finding comic books useful in remedial reading instruction (Sones, 1944). In Hutchinson's (1949) experiment, many teachers "discovered comic strips to be particularly useful in special classes or for slow learning pupils in regular classes" (p. 240). Haugaard (1973) credits comic books with transforming her reluctant reader son into an avid fan of Jules Verne and Ray Bradbury.

Versaci (2001) takes the intermediary quality of comics one step further. Using comics, Versaci challenges college literature students to consider, evaluate, and question the very concept of a "literary canon." Because comics are rarely considered literature, Versaci can surprise his students with well-written comics dealing with mature themes. Versaci then leads his class in a discussion on literary worth. He has found that discussions on comics are generally livelier than those on classic novels, possibly because of a misguided notion that books in the traditional canon are above question. Through comics, Versaci encourages his students to think critically about the literary worth of books and the formation of the literary canon.

Comics can also scaffold to disciplines and concepts outside of the language arts. For example, Jay Hosler's Sandwalk Adventures, a comic book starring Charles Darwin and a talking follicle mite, introduces readers to evolutionary biology (Eakin, 2002). The syllabi of many history courses already include the aforementioned Maus (Kendricks, 2000). Beyond specific works, the very act of creating comics is an interdisciplinary activity. In addition to reading and writing, comics-based projects can develop drawing, computer, and research skills. Many of the skills used in comics creation can be applied to film-making, illustration, and even Web design (Sturm, 2002).

Popular. American children are steeped in popular culture. While some educators simply ignore this reality, many others struggle to address it adequately. Timothy Morrison, Gregory Bryan, and George Chilcoat (2002) suggest that, by incorporating popular culture into the curriculum, teachers can bridge the separation many students feel between their lives in and out of school. Hutchinson (1949) agrees, stating that "there should be harmony between the child's on-going life activities and his experiences in the school - new learning always is a continuation or expansion of learning already possessed by the learner" (p. 236). In addition, the inclusion of popular media promotes media literacy. It encourages students to "become critical consumers of media messages, having developed the ability through exposure to accurately appraise media content or quality and accuracy" (Morrison, Bryan, & Chilcoat, 2002, p. 758).

Teachers can introduce popular culture into their classrooms easily and effectively through comics. Comic books have been a vital part of American popular culture for the last century. As examples, Emily Wax (2002) points to the Spider-man and Star Wars blockbuster movies, both of which have comic book counterparts. There are also examples with considerably less marketing hype. Versaci (2001) asks English teachers to consider Judd Winick's comic book Pedro and Me: Friendship, Loss, and What I Learned. Pedro and Me is a touching account of the author's friendship with Pedro Zamora, a young AIDS activist who eventually succumbed to the disease. Many students will recognize Winick and Zamora as cast members of MTV's Real World: San Francisco. Through comic books such as these, teachers can lead their students in a study of "contemporary lifestyles, myths, and values" (Brocka, 1979, p. 31).

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 18h28
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 Strengths of Comics in Education

publicado em www.humblecomics.com por Gene Yang

Visual. Comics, being composed of "pictorial and other images" (McCloud, 1993, p. 9), is a fundamentally visual medium. Brocka (1979) sees this as comics' primary advantage over other literary forms. Pictures and text shoulder the burden of the story together. Versaci (2001) welcomes this "interplay of the written and visual" (p. 62). He feels that comics can "quite literally 'put a human face' on a given subject" (Versaci, 2001, p. 62) resulting in an intimate, emotional connection between his students and characters of a comics story.

In a study comparing comics to text, Sones (1944) found that comics' visual quality increases learning. Sones divided four hundred sixth- through ninth-grade students into two groups, balanced in terms of both school grade and intelligence. To the first group he presented a story in comics, with both pictures and text; to the second, only the text. Afterwards, each group was given a test on the content of the story. One week later, the process was reversed: the first group given the text version and the second group the comics. Both groups were tested again.

In the end, Sones (1944) concluded that "a strong trend in favor of the picture continuity was indicated by the two sets of results" (p. 238). On the first test, the first group scored significantly higher than the second group. On the second test, the second group showed a significantly higher improvement than the first. Sones inferred from this that children in the first group had neared saturation after reading the comics, so were unable to learn much more from the text. Those in the second group did not reach saturation until after they had reread the material in comics. Sones (1944) noted that students of "low and middle intelligence levels" (p. 239) were especially helped by comics' visual quality.

Sones' conclusions foreshadow the trend towards teaching to multiple intelligences among educators today. He writes, "An assumption implied in most school instruction is that all children will read the printed materials with equal effectiveness... The absurdity of this practice is patent" (Sones, 1944, p. 240). Visual learners benefit from visual media. In the struggle to engage students of all learning dispositions, comics can prove to be a formidable tool.

Permanent. Williams (1995) cites comics' "permanent, visual component" (p. 2) as one of his many reasons for using comic books in his ESL class. Film and animation, in contrast to comics, are visual but “time-bound.” Language and actions in film and animation are “fleeting.” The medium, rather than the audience, dictates how quickly the viewing progresses. The same is true of a traditional face-to-face lecture; the speaker has primary control over the speed of the lecture. The text medium, on the other hand, shares comics' "permanent" component but not its "visual." "Visual permanence," then, is unique to comics.

McCloud (1993) describes this quality in another way: "In learning to read comics we all learned to perceive time spatially, for in the world of comics, time and space are one and the same" (p. 100). Time within a comic book progresses only as quickly as the reader moves her eyes across the page. The pace at which information is transmitted is completely determined by the reader. In educational settings, this "visual permanence" firmly places control over the pace of education in the hands (and the eyes) of the student.

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 18h26
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Strengths of Comics in Education

publicado em www.humblecomics.com por Gene Yang

Motivating. By far, the most frequently mentioned asset of comics as an educational tool is its ability to motivate students. In Hutchinson's (1949) experiment with a curriculum built around Puck - the Comic Weekly, 74% of teachers surveyed found comics "helpful for motivation" (p. 244), while 79% claimed comics "increased individual participation" (p. 244). One teacher even complained that comic books made "learning too easy" (Hutchinson, 1949, p. 244). When DC Comics, Thorndike, and Downes introduced their Superman language arts workbook to classrooms, they reported "unusual interest" (Sones, 1944, p.233) among the students, which "presented the annoying difficulty of causing the youngsters to complete a whole week's task in one evening" (Sones, 1944, p. 233).

Haugaard (1973) shares that comics was the only way to motivate her son to read: "The first thing which my oldest boy read because he wanted to was a comic book" (p. 54). She goes on to describe a similar phenomenon in her younger children. Alongi (1974) also testifies to "the magnetic attraction comic books wield for children" (p. 801). For students in Kakalios' (2002) "Science in Comic Books" class, comics provides enough motivation for them to overlook the oversimplification of example problems appropriate for an introductory physics course. Diamond observes that students in her high school art class are consumed by comics-based art projects, despite the many hours such projects usually require (Wax, 2002).

William Marston theorizes that the appeal of the comics medium is woven into the very fabric of its nature.

The potency of the picture story is not a matter of modern theory but of anciently established truth. Before man thought in words, he felt in pictures... It's too bad for us "literary" enthusiasts, but it's the truth nevertheless, pictures tell any story more effectively than words. (Sones, 1944, p. 239)

Children - and if Marston is to be believed, all of humankind - have a natural attraction to comics. By inviting comics into their classrooms, educators can take advantage of the "fantastic motivating power of comic books" (Haugaard, 1973, p. 55).

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 18h24
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Literatura Brasileira em Quadrinhos
Por Bira Dantas

(publicado no site www.bigorna.net)
16/10/2006

Quadrinizar romances e contos brasileiros não é nenhuma novidade. Editoras como La Selva (publicou contos de Eça de Queiroz no traço formidável de Eduardo Teixeira Coelho e capas de Jayme Cortez, tenho três exemplares da década de 50) e Ebal (Amazônia Misteriosa, Menino de Engenho, Ubirajara, A Moreninha, etc., no traço de André Le Blanc, Manoel Victor Filho, Ivan Wasth Rodrigues e outros monstros sagrados do Quadrinho Brasileiro) marcaram época e fizeram a cabeça de muitas crianças e adultos. Há cerca de dois anos, a Escala Educacional vem trazendo os traços criativos de Francisco Vilachã e Jô Fevereiro na Coleção Literatura Brasileira em Quadrinhos. Em suas páginas desfilam grandes textos da nossa literatura apresentados na forma ágil e certeira dos Quadrinhos. Podem ser adquiridos através do site da editora.

Fui convidado pelo meu velho amigo "Vila" para desenhar a versão de Memórias de um sargento de milícias, de 64 páginas, sendo 56 de quadrinhos. Deve circular a partir da primeira quinzena de novembro, em bancas de jornal e livrarias de todo o país. O projeto é inovador. Não alteramos o texto original, adaptamos o volume de informações para caber na revista, mas mantemos a escrita original do autor. Está sendo uma experiência incrível. Primeiro porque uma HQ de mais de 50 páginas requer fôlego para produzir. Segundo porque o texto do Manuel é muito engraçado. O autor no site Mundo Cultural: "Filho de pais humildes, Manuel Antônio de Almeida nasceu no Rio de Janeiro em 1831. Formou-se em Medicina, porém não exerceu a profissão porque era jornalista por excelência. Entre 1852 e 1853 publicou, em folhetins, a obra Memórias de um sargento de milícias. Em 1857 foi nomeado diretor da Tipografia Nacional. Nessa função, ficou conhecido por ter dado emprego a um jovem pobre e mestiço chamado Machado de Assis. Em 1861 morreu tragicamente no naufrágio do navio Hermes, enquanto fazia campanha para eleger-se deputado federal. Segundo o historiador Elisio Gomes Filho, em sua obra, Morte no Mar, essa informação não corresponde com a verdade, pois o escritor o escritor não se deslocou para Campos a fim de fazer ‘campanha para eleger-se Deputado Federal’. Na realidade ele estava atuando na ‘inspetoria intinerante da escola na Província’, como assim revela Quintino Bocaíúva, com quem mantinha correspondência regular. Manuel Antônio de Almeida é considerado um homem de transição entre o Romantismo e o Realismo. Isso se dá porque sua obra, apesar de apresentar convenções do Romantismo, já traz algumas características do movimento que estava por vir, como, por exemplo, os personagens não idealizadas, ou seja, mais próximos do real, e linguagem mais simples e popular, se comparada, à outros escritores do mesmo período”.

Aqui vai uma amostra do material colorizado digitalmente pelo meu amigo e também professor da Pandora, Maurílio DNA.


Título: Memórias de um sargento de milícias
Autor: Manuel Antônio de Almeida
Roteiro: Indigo
Desenhos e arte-final: Bira Dantas
Cores: Maurílio DNA
Formato: 17 x 24 cm
Acabamento Lombada Canoa
Papel Revestido
Impressão 4 cores
Complemento: Suplemento de atividades
Assunto: Vida em sociedade
Tema Transversal: Ética
Interdisciplinaridade: Filosofia

Resumo da obra:
Leonardo Pataca gostou do que viu e pisou no pé de Maria da Hortaliça. Ela devolveu o agrado com um beliscão. Esse foi o início do namoro dos dois portugueses que vinham de navio ao Brasil. Logo, já nas praias do Rio de Janeiro, nasce o herói do único romance de Manuel Antônio de Almeida: Leonardo, o primeiro malandro da literatura brasileira, o sargento de milícias, capaz de se safar ao caminhar na borda entre o lícito e o ilícito, o certo e o errado.

Fazem parte da coleção obras ilustradas por Francisco Vilachã e Jô Fevereiro como: O Alienista, Um músico extraordinário, O enfermeiro, Uns braços, A cartomante, A nova Califórnia, A causa secreta, Miss Edith e seu tio, O homem que sabia javanês, O Cortiço e Brás, Bexiga e Barra-funda.

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Escrito por Ruy Jobim Neto às 18h15
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